SAR D. Duarte e o Acordo Ortográfico, 14 de Maio de 2008

31-08-2010 00:22

SAR D Duarte e o Acordo Ortográfico

 

 

2008/5/14 9:18:46 
 

«Após o infeliz fim do Reino Unido criado por Dom João VI (no qual estava prevista a futura integração de Angola e Moçambique), ficámos com a língua que nos une. Mas até essa união estava a desaparecer, desde que um governo da Primeira República reformara a nossa ortografia, sem consultar o Brasil.

Alguns intelectuais condenam essa [acordo ortográfico ] decisão, que consideram um atentado à nossa cultura e outros referem os grandes custos que resultarão da substituição dos dicionários e livros escolares. Seria preferível ficarmos "orgulhosamente sós" com a nossa ortografia?


 

Photobucket
(SAR D. Duarte Pio /2004)







(14 de Maio de 2008)

A 8 de Março festejou-se com grande adesão popular e a presença das Família Reais e dos Presidentes do Brasil e Portugal, os 200 anos da chegada ao Rio de Janeiro, do Rei e do Governo, que para lá se transferiram, afim de evitar a sua captura pelos exércitos de Napoleão. Por iniciativa do Prefeito do Rio de Janeiro, o brilhante Historiador César Maia, foi feita justiça a um Rei que salvou a independência e a integridade territorial de Portugal e do Brasil num momento dramático e que, desde então, tem sido ridicularizado e caluniado pela propaganda revolucionária.

Graças à excelente organização dessa operação naval, quinze mil pessoas de várias instituições,os arquivos do Reino, etc, foram transportadas em 80 navios que, apesar de sofrerem uma violenta tempestade, chegaram todos a bom porto.


FOI FEITA JUSTIÇA A UM REI OUE SALVOU A INDEPENDÊNCIA E A INTEGRIDADE TERRITORIAL DE PORTUGAL


Após o infeliz fim do Reino Unido criado por Dom João VI (no qual estava prevista a futura integração de Angola e Moçambique), ficámos com a língua que nos une. Mas até essa união estava a desaparecer, desde que um governo da Primeira República reformara a nossa ortografia, sem consultar o Brasil.

Esta semana [16 de Maio de 2008] os deputados decidirão ratificar o Acordo Ortográfico que a nossa Academia de Ciências e a Academia Brasileira da Língua vinham elaborando há anos. Alguns intelectuais condenam essa decisão, que consideram um atentado à nossa cultura e outros referem os grandes custos que resultarão da substituição dos dicionários e livros escolares. Seria preferível ficarmos "orgulhosamente sós" com a nossa ortografia ?

Quanto aos custos financeiros, julgo que poderão ser evitados se nos dicionários for acrescentado uma " errata " explicando quais as palavras que foram alteradas, e que não são muitas. Ficou estabelecido que durante os próximos 6 anos poderemos escrever com ambas as ortografias. Quanto ao aspecto cultural, no Brasil todos os estudantes lêem Eça de Queiroz e outros clássicos portugueses na ortografia original, sem problemas.

Há quem pense que ainda muito se poderá fazer para tornar a nossa escrita mais lógica do ponto de vista fonético e menos dependente de critérios etimológicos que dificultam muito a sua aprendizagem por parte de milhões de crianças.

Devemos também insistir com ambas as academias para que traduzam para português os termos das novas tecnologias, para não ficarmos a falar uma espécie de crioulo em que se misturam várias línguas na mesma frase...

Gostei muito de ouvir no debate parlamentar os representantes da Galiza defenderem que " o português da Galiza deve unir a sua ortografia à do português universal, mas para que tal seja possível, é necessário saber enfim qual será essa ortografia".

Devemos dar todo o nosso apoio à excelente iniciativa dos nossos irmãos a Norte do rio Minho!

Fonte :«Magazine Grande Informação»

A Assembleia da República debate a 15 de Maio de 2008 a proposta de resolução do Governo que contribuirá para a ratificação do Acordo Ortográfico pelo Estado Português.


----------actualização----------------